História da Moeda / Numismática

   Hoje vamos falar um pouco da História da Moeda / Numismática, publicação esta que ficará fixa no separador História.
   Vamos por partes:

Numismática

  A numismática é uma ciência relacionada com a coleção de moedas e medalhas, identificando, analisando a composição, catalogando pela cronologia, geografia, história, etc.

Breve História da Moeda

As moedas metálicas surgiram por volta de 2000 a. C. e como não existia um padrão era necessário pesá-las antes das transações e verificar a sua autenticidade, e por volta do século VII a. C. é que se procedeu à cunhagem das moedas, sendo cunhadas à mão até aproximadamente o ano de 1500, quando os italianos inventaram uma prensa em que produziam discos de metal perfeitamente redondos nos quais se gravava o desenho, passando então a ser cunhadas mecanicamente.



Petrarca
D. Luís I
História da Numismática

   O primeiro colecionador de moedas foi o poeta italiano Francesco Petrarca no século XIV, com espirito critico muito antes da numismática ser uma disciplina respeitável. Um grande colecionador em Portugal foi o nosso rei D. Luís I, pena a sua coleção ter sido desfeita e o que resta está em museus mas raramente se consegue ver as belas moedas que colecionou.
   Todo o numismata ao começar uma coleção deve ter um objetivo já traçado. Mesmo aqueles que colecionam moedas como um simples hobbie, mesmo sem se dedicar à pesquisa, adquirem uma boa bagagem de cultura geral.
   Seja pela cultura, pela observância de técnicas ou simplesmente pelo desafio de colecionar, a relação entre cultura e numismática sempre está presente. Para um colecionador esta pesquisa é um investimento não apenas cultural mas também financeiro a longo prazo. Mesmo a coleção de moedas recentes pode ser uma forte valorização pois temos vários casos de moedas recentes valorizarem muito em relação ao valor facial.

História da Moeda em Portugal

   No reinado de D. Duarte apareceu o meio-escudo de ouro, do qual nem o desenho se conhece. No reinado de D. João V cunharam-se também as dobras, múltiplos do escudo.
Também nos reinados de D. José I, D. Maria I e D. João VI se cunharam escudos.O decreto de 22-5-1911 reformou profundamente, sob o ponto de vista técnico, o sistema monetário que vigorava em Portugal, alterando a denominação de todas as moedas, o material, o peso, e as dimensões das moedas de bronze e substituiu, pelo escudo de ouro, o real.
   Dividido em 100 partes iguais, denominadas centavos, o escudo correspondia, quer no valor, quer no peso de ouro fino, à moeda de 1 000 réis. Como múltiplos, criaram-se moedas de ouro, que nunca se cunharam, de 2, 5 e 10 escudos e, como submúltiplos, moedas do valor legal de 10, 20 e 50 centavos e moedas subsidiárias de bronze-níquel de valor legal de 4, 2, 1 e ½ centavos, as quais, com excepção desta última, vieram todas a ser cunhadas.  
Depois de 1914, por virtude da crise provocada pela Primeira Guerra Mundial, o escudo-papel (nota) experimentou uma descida vertiginosa de valor, atingindo a sua menor correspondência em ouro, em Julho de 1924. Desde o segundo semestre de 1926 até Abril de 1928, o escudo sofre nova desvalorização, em consequência de dois aumentos de circulação, do agravamento da dívida flutuante interna e externa e do quase esgotamento das reservas de ouro que o Tesouro Nacional possuía em Londres.
   Pelo decreto nº 19.869, de 9-6-1931, lançaram-se as bases dum novo sistema monetário, para manter a estabilização do valor desta moeda, continuando a ser o escudo de ouro a unidade monetária, mas com um peso inferior, servindo apenas como moeda-padrão.
   Entre Setembro de 1949 e 1971 (quando terminou o sistema de câmbios fixos) a paridade do escudo em relação ao dólar manteve-se fixa em 28$75 por dólar.
   Com a adesão de Portugal ao Euro, em 1999, consequência da entrada de Portugal na União Europeia, morreu a moeda portuguesa, como se tivéssemos regressado ao tempo dos romanos quando uma única moeda circulava num vasto império...
 


Textos retirado do Fórum de Numismática.